Na Pormade, um dos principais pilares é a educação. A empresa desenvolve cursos e treinamentos não só aos seus colaboradores, mas também à comunidade em geral. Um exemplo dessa iniciativa é o projeto “Inclusão Digital”. Realizado pela Pormade, em parceria com o Centro Universitário de União da Vitória (Uniuv), o projeto traz aulas de informática gratuitas em três níveis: básico, intermediário e avançado.

O “Inclusão Digital” vem crescendo a cada ano. Quando foi criado, em 1998, era aberto apenas para os funcionários da Pormade. Em pouco tempo, o número de pessoas com interesse nos cursos aumentou, assim como a necessidade de um ambiente maior para as aulas. Foi aí que a parceria com a Uniuv começou. “As aulas nos laboratórios da instituição iniciaram no ano 2000. Eles nos cedem o espaço e todos os programas necessários para podermos trabalhar nas aulas. É uma parceria bem bacana”, conta o coordenador do projeto, Sérgionei Reichardt.

Nas aulas, é comum encontrar crianças e adolescentes aprendendo junto com os seus pais, pois o projeto recebe os colaboradores da Pormade, seus familiares e pessoas da comunidade. A dinâmica utilizada pelos professores deixa o ambiente mais descontraído. Muitas das atividades práticas são desenvolvidas em grupo. Os alunos trabalham com programas como Adobe Premiere, Excel, Microsoft Word, entre outros.  

Quando alguma dúvida ou dificuldade surge, os professores acompanham os alunos individualmente. “Cada um tem o seu ritmo de aprendizagem. E nós, professores, devemos encontrar a forma correta para nivelar o aprendizado, independente da idade. Para mim, participar desse projeto é um grande desafio”, diz o professor Gian Ilchechen.  

A maioria dos alunos passa por todos os níveis. O aluno Eduardo Reali, de 44 anos, é um deles. “Conhecimento nunca é demais. Eu aprendi muita coisa no decorrer das aulas e venho aplicando esse aprendizado em meu dia a dia. O ensino é de qualidade”.

O “Inclusão Digital” é reconhecido não só pelos seus alunos, mas também por uma importante instituição: o Sesi. Há três anos, a Pormade recebe o selo Sesi ODS. O certificado garante que o projeto está alinhado com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Saúde e bem-estar, educação de qualidade e redução das desigualdades são três dos objetivos.

Alguns professores do projeto iniciaram na Pormade como jovens aprendizes. Esse foi o caso de André Talasz, que hoje lesiona no nível básico. “A oportunidade em administrar as aulas e passar todo o conhecimento para frente é muito boa. Eu trabalho com o Microsoft Word, PowerPoint, Excel e com os navegadores”, explica.  

No nível intermediário, os alunos trabalham com os programas do pacote Office e atividades relacionadas a hardware. “É muito gratificante ver os alunos aprendendo e evoluindo a cada dia. Faço o possível para que eles interajam e não fiquem em panelinhas”, diz o professor Lucas Kranholdt.

Já o nível avançado inicia com uma introdução às ferramentas do sistema e tarefas básicas a serem resolvidas em sala de aula. Depois, os alunos trabalham com os programas Adobe Premiere (voltado à edição de vídeos) e Adobe Photoshop (edição de fotos). “Quando eu fui convidado a dar aula me senti completamente satisfeito. Até então eu estava na posição de aluno. É bacana experimentar esse outro lado da moeda”, diz o professor Celso Macarini.

Em dezembro deste ano, cerca de 90 alunos se formaram no “Inclusão Digital”. “É surpreendente que um pequeno projeto tenha se tornado tão grandioso. O sentimento é o de poder fazer a diferença no dia a dia dos alunos, seja no trabalho, na escola e na vida. É um aprendizado contínuo”, conclui o coordenador do projeto, Sérgionei Reichardt.